O dia 30 de junho de 2024 ficou marcado pela formação do furacão Beryl, que atingiu a categoria 5 e se tornou o furacão mais intenso já registrado tão cedo na temporada do Atlântico. O fenômeno surpreendeu meteorologistas e reacendeu o alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas na intensificação de tempestades tropicais.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o Beryl apresentou ventos superiores a 250 km/h e trajetória em direção ao Caribe, ameaçando várias ilhas da região. A rápida evolução da tempestade, que passou de depressão tropical para furacão de categoria máxima em menos de 48 horas, foi considerada um evento raro e preocupante.
Especialistas apontam que o aumento da temperatura das águas do Atlântico tropical foi um dos principais fatores para a força do Beryl. Oceanos mais quentes favorecem a formação de furacões mais potentes e duradouros, capazes de causar grandes destruições e exigir respostas emergenciais imediatas.
Governos locais decretaram estado de alerta e iniciaram evacuações preventivas em áreas costeiras. Abrigos foram montados e equipes de defesa civil mobilizadas para enfrentar possíveis impactos. Apesar de alguns danos materiais, o furacão desviou de grandes centros urbanos, evitando uma tragédia maior.
O episódio reforçou o debate global sobre as consequências do aquecimento do planeta e a necessidade de políticas mais rigorosas para conter o avanço das mudanças climáticas. Cientistas afirmam que eventos como o Beryl tendem a se tornar mais frequentes, exigindo maior preparação e investimento em prevenção de desastres naturais.



