O julgamento do homem acusado de matar o médico oftalmologista Paulo Francisco Corrêa de Barros, de 71 anos, em Inhapim, está confirmado para esta segunda-feira e deve movimentar a cidade devido à grande repercussão do caso. O réu, Kaue Ferreira da Silva, de 28 anos, está preso e responderá diante do Tribunal do Júri pelo homicídio ocorrido em 27 de outubro de 2024, data que marcou profundamente a comunidade local pela brutalidade do crime e pelo perfil da vítima, bastante conhecida e respeitada na região.
O médico foi encontrado morto em um sítio de sua propriedade, em circunstâncias que chocaram familiares e moradores. A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que Paulo Francisco foi vítima de um ataque violento, e que o suspeito teria motivação ainda não totalmente esclarecida, mas suficiente para que o Ministério Público apresentasse denúncia por homicídio qualificado. Desde então, o caso passou a ser acompanhado de perto pela população, que aguarda por justiça há mais de um ano.
Kaue Ferreira da Silva foi detido logo após o crime e permanece preso enquanto aguarda o julgamento. A posição da acusação é firme e defende que o réu agiu com intenção clara de matar, além de ter utilizado meio cruel para cometer o crime. A defesa, por outro lado, deverá tentar reduzir a responsabilidade do acusado, alegando circunstâncias que possam amenizar a pena ou apresentar outra versão dos fatos.
O julgamento acontecerá no Fórum de Inhapim e deve reunir familiares da vítima, amigos, autoridades locais e moradores que acompanharam cada etapa da investigação. A expectativa é de que a sessão seja longa, envolvendo depoimentos, análises de provas e o confronto entre as versões apresentadas pela defesa e acusação. O caso ganhou destaque não apenas pelo impacto emocional causado na comunidade, mas também pela trajetória do médico, que atuava há décadas e deixou um legado de atendimento e cuidado com a saúde de milhares de pacientes.
A população de Inhapim aguarda com grande expectativa o desfecho do júri, na esperança de que a decisão traga algum conforto à família do médico e represente uma resposta firme diante da violência que abalou a cidade. A sessão deverá ser acompanhada de perto por toda a região, que vê no julgamento um momento importante para a responsabilização e para a conclusão de um dos casos mais marcantes dos últimos anos no município.



