Brasília — A Polícia Federal deflagrou uma operação que revelou um esquema de desvio de recursos públicos do extinto Partido Republicano da Ordem Social (PROS). A investigação apura fraudes no uso de verbas dos fundos partidário e eleitoral, destinadas à manutenção da legenda e ao financiamento de campanhas.
Segundo a PF, os valores eram desviados por meio de contratos falsos com empresas de fachada, criadas para simular serviços que nunca foram prestados. As transações envolviam milhões de reais e teriam beneficiado dirigentes partidários e pessoas próximas ao comando nacional da sigla.
Durante a operação, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo o Distrito Federal, Goiás e São Paulo. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados.
O ex-presidente do PROS, Eurípedes Júnior, foi apontado como um dos articuladores do esquema. Ele se apresentou à Polícia Federal três dias após o início da operação, negando envolvimento e alegando motivação política nas acusações.
O caso reacende a discussão sobre a transparência na utilização dos recursos públicos destinados aos partidos e reforça a necessidade de mecanismos mais rigorosos de controle e fiscalização dos fundos eleitorais e partidários no país.



