O projeto que autoriza a privatização da Copasa está pronto para ser analisado em 1º turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A proposta avançou após a conclusão do prazo regimental e agora aguarda apenas a definição de data para entrar na pauta de votação dos deputados.
O texto faz parte do pacote de medidas do Governo de Minas que busca transferir à iniciativa privada a gestão da companhia de saneamento. A intenção do Executivo é abrir caminho para que o Estado reduza sua participação na empresa, permitindo que investidores assumam o controle acionário.
A tramitação do projeto tem provocado debates intensos dentro da Assembleia. Parlamentares contrários à privatização argumentam que a mudança pode elevar tarifas e prejudicar municípios menores, que dependem de subsídios cruzados para manter o fornecimento de água e serviços de esgoto. Já os defensores da proposta afirmam que a medida pode ampliar investimentos, acelerar obras de infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços prestados.
Representantes de sindicatos e organizações sociais também têm acompanhado de perto o andamento da proposta, manifestando preocupação com possíveis impactos sobre trabalhadores da Copasa e com o risco de redução no atendimento às comunidades mais vulneráveis.
Com o avanço do projeto para o plenário, a expectativa é que a discussão se intensifique nos próximos dias. A votação em 1º turno será decisiva para definir se o texto seguirá para novas análises e possíveis alterações antes do julgamento final.
A ALMG ainda não confirmou a data exata para colocar o projeto em apreciação, mas a previsão é de que a discussão ocorra em breve, marcando um dos debates mais relevantes do ano para o futuro dos serviços de saneamento em Minas Gerais.



