O uso da tecnologia tem se tornado um dos pilares da gestão hídrica sustentável no Vale do Aço, região que vem enfrentando desafios crescentes relacionados ao abastecimento e à preservação dos recursos naturais.
Em um encontro promovido pela Agência de Desenvolvimento da Bacia do Rio Doce (AGEDOCE), realizado em 20 de outubro de 2025, especialistas, autoridades e representantes do setor produtivo discutiram estratégias para aliar inovação, conformidade ambiental e eficiência no uso da água.
O evento destacou a importância de integrar ferramentas tecnológicas à gestão pública e privada, com foco na redução de desperdícios, reaproveitamento de águas industriais e monitoramento digital dos mananciais. Segundo a AGEDOCE, o objetivo é promover uma atuação conjunta entre indústrias, prefeituras e instituições ambientais para garantir abastecimento sustentável e qualidade da água em toda a bacia do Rio Doce.
Entre os temas abordados estiveram o uso de sensores e sistemas inteligentes para o controle de vazões, o tratamento avançado de efluentes e a adoção de políticas de reuso de água nos polos industriais da região. De acordo com o relatório apresentado, essas medidas já vêm reduzindo significativamente o consumo hídrico em algumas empresas do setor siderúrgico e metalúrgico do Vale do Aço.
A presidente da AGEDOCE, Maria Clara Rodrigues, ressaltou que a sustentabilidade precisa caminhar lado a lado com a inovação:
“Estamos construindo um novo modelo de gestão, que une tecnologia, responsabilidade social e compromisso ambiental. O futuro do Vale do Aço depende de ações integradas e de uma visão moderna sobre o uso dos nossos recursos naturais.”
O encontro também serviu para reforçar o papel das políticas de educação ambiental e conscientização comunitária, envolvendo escolas, universidades e organizações locais em campanhas sobre o consumo consciente de água.
Com o avanço dos projetos de digitalização e conformidade ambiental, o Vale do Aço se posiciona como uma das regiões mais comprometidas com o equilíbrio entre crescimento econômico e preservação ambiental em Minas Gerais.



