O governador Romeu Zema esteve em Ipatinga para anunciar a aplicação de R$ 220 milhões na área da saúde entre 2025 e 2026, como parte do Acordo de Reparação do Rio Doce. O investimento integra um pacote maior, que soma R$ 424 milhões, destinado a 38 municípios mineiros impactados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, em 2015.
O plano, aprovado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, tem como objetivo fortalecer a rede de saúde pública, ampliar a cobertura de serviços e estruturar unidades básicas, hospitais e centros psicossociais. Segundo o governo, os recursos serão utilizados em obras, compra de equipamentos e melhorias em diversos serviços.
Entre as ações previstas estão a construção de 30 novas unidades básicas de saúde, ampliação ou implantação de nove Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e investimentos em atendimento móvel de urgência na região. Uma parte significativa do valor será destinada a obras físicas, estimadas em cerca de R$ 65 milhões, enquanto aproximadamente R$ 30 milhões serão direcionados à aquisição de equipamentos hospitalares.
Zema destacou que o objetivo é ampliar o acesso à atenção primária, reduzir encaminhamentos para outras cidades e garantir mais qualidade no atendimento à população. O plano inclui também o fortalecimento de consórcios de saúde e a criação de mecanismos de monitoramento, com indicadores e relatórios públicos para garantir transparência na execução.
O rompimento da barragem em Fundão causou graves danos ambientais e sociais ao longo da bacia do Rio Doce, afetando milhares de pessoas. Esse novo ciclo de investimentos busca reparar parte dos impactos e, ao mesmo tempo, modernizar a infraestrutura de saúde dos municípios mineiros que sofreram as consequências do desastre.
A previsão é de que a primeira etapa da execução ocorra entre 2025 e 2026, com acompanhamento técnico e financeiro das equipes estaduais. O governo afirma que os municípios receberão apoio para assegurar que as melhorias possam ser mantidas após o fim do programa, garantindo funcionamento contínuo das unidades e dos novos serviços.



