Museu Municipal de Coronel Fabriciano deve ganhar nova sede no Centro da cidade

Após mais de quatro anos fechado ao público, o Museu Histórico Municipal José Avelino Barbosa, em Coronel Fabriciano, poderá voltar a funcionar ainda neste semestre em um novo endereço na região central do município. A Prefeitura abriu processo para locação de um imóvel na Rua Armando Fajardo, no bairro Santa Helena, com aluguel mensal de R$ 6 mil e contrato inicial de 12 meses.

A mudança representa uma tentativa de reativar um dos principais equipamentos culturais da cidade, fechado desde abril de 2022, quando o prédio onde funcionavam o museu e a biblioteca municipal passou a abrigar o Hub Fabri, espaço voltado ao empreendedorismo e inovação.

Segundo documentos da administração municipal, o novo imóvel foi escolhido por oferecer melhores condições de acessibilidade e localização estratégica. O espaço fica próximo à Prefeitura, Câmara Municipal, terminal rodoviário, bancos, comércio e pontos de ônibus, facilitando o acesso da população e de visitantes. O prédio também possui banheiros adaptados, salas térreas, área para atividades culturais e infraestrutura elétrica adequada para a instalação de equipamentos museológicos.

O diretor de Cultura de Coronel Fabriciano, Teco Teixeira, afirmou que a reabertura do museu faz parte de um processo de valorização da memória histórica da cidade. Em declaração divulgada nas redes sociais da Prefeitura, ele destacou que o município também trabalha na definição de um novo espaço para a biblioteca pública.

Patrimônio histórico preservado

Criado oficialmente em 1984 e inaugurado em 2014, o Museu Histórico Municipal José Avelino Barbosa reúne um importante acervo sobre a história de Coronel Fabriciano e do Vale do Aço. Atualmente, o espaço possui mais de 200 peças, cerca de duas mil fotografias e diversos documentos históricos.

Entre os itens mais simbólicos estão a imagem de São Sebastião utilizada na primeira igreja do antigo povoado do Calado, em 1929, o quadro “O Último Trem”, da artista Miriam d’Arc, além de rádios, televisores antigos e equipamentos utilizados no primeiro sistema de radiodifusão por alto-falantes da cidade.

De acordo com a administração municipal, o acervo permanece embalado e armazenado de forma inadequada desde o fechamento do museu, o que reforçou a necessidade de um novo espaço para garantir a conservação das peças e a retomada das atividades culturais.

A expectativa é que, com a nova sede, o município consiga fortalecer as políticas de preservação patrimonial e aproximar novamente a população de sua própria história.

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